por Profª Antonia Fr.
É minha gente, é daí pra pior...
A Evolução da Educação.
Antigamente se ensinava e cobrava tabuada, caligrafia, redação, datilografia... Havia aulas de Educação Física, Moral e Cívica, Práticas Agrícolas, Práticas Industriais e cantava-se o Hino Nacional, hasteando a Bandeira Nacional antes de iniciar as aulas..
Leiam relato de uma Professora de Matemática:
Semana passada comprei um produto que custou R$ 15,80. Dei à balconista R$ 20,00 e peguei na minha bolsa 80 centavos, para evitar receber ainda mais moedas. A balconista pegou o dinheiro e ficou olhando para a máquina registradora, aparentemente sem saber o que fazer.
Tentei explicar que ela tinha que me dar 5,00 reais de troco, mas ela não se convenceu e chamou o gerente para ajudá-la. Ficou com lágrimas nos olhos enquanto o gerente tentava explicar e ela aparentemente continuava sem entender. Por que estou contando isso?
Porque me dei conta da evolução do ensino de matemática desde 1950, que foi assim:
1. Ensino de matemática em 1950:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda. Qual é o lucro?
2. Ensino de matemática em 1970:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é igual a 4/5 do preço de venda ou R$ 80,00. Qual é o lucro?
3. Ensino de matemática em 1980:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de
produção é R$ 80,00. Qual é o lucro?
4. Ensino de matemática em 1990:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Escolha a resposta certa, que indica o lucro:
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
5. Ensino de matemática em 2000:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. O lucro é de R$ 20,00. Está certo?
( )SIM ( ) NÃO
6. Ensino de matemática em 2009:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00.
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
7. Em 2010 vai ser assim:
Um lenhador vende um carro de lenha por R$ 100,00. O custo de produção é R$ 80,00. Se você souber ler coloque um X no R$ 20,00. (Se você é afro descendente, especial, indígena ou de qualquer outra minoria social não precisa responder)
( )R$ 20,00 ( )R$ 40,00 ( )R$ 60,00 ( )R$ 80,00 ( )R$ 100,00
E se um moleque resolve pichar a sala de aula e a professora faz com que ele pinte a sala novamente, os pais ficam enfurecidos pois a professora provocou traumas na criança.
'A vida é curta, quebre regras, perdoe rapidamente, beije demoradamente, ame verdadeiramente, ria incontrolavelmente, e nunca deixe de sorrir, por mais estranho que seja o motivo. A vida pode não ser a festa que esperávamos, mas enquanto estamos aqui, devemos aproveitá-la ao máximo... '
segunda-feira, 8 de março de 2010
Quanta Saudade!!!
> Pena que haja tanta gente jovem que não fez nem fará esta experiência.. .
>
> Uma saudade !
>
> Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo
> a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
> - Olha o compadre aqui, garoto!
> Cumprimenta a comadre.
> E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos.
> Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.. .
> - Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
>
> A conversa rolava solta na sala.
> Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando- nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
>
> Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas – e dizia:
> - Gente, vem aqui pra dentro que o
> café está na mesa.
>
> Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
> Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também.
> Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
>
> Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos... E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.
>
> Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa..
> A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
>
> O tempo passou e me formei em solidão.
>
> Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail...
> Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
> - Vamos marcar uma saída!... - ninguém quer entrar mais.
>
> Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e
> fantasmas mais assustados que assustadores.
>
> Casas trancadas. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...
>
> Que saudade do compadre e da comadre!
>
> Uma saudade !
>
> Lembro-me de minha mãe mandando a gente caprichar no banho porque a família toda iria visitar algum conhecido. Íamos todos juntos, família grande, todo mundo
> a pé. Geralmente, à noite.
Ninguém avisava nada, o costume era chegar de pára-quedas mesmo. E os donos da casa recebiam alegres a visita. Aos poucos, os moradores iam se apresentando, um por um.
> - Olha o compadre aqui, garoto!
> Cumprimenta a comadre.
> E o garoto apertava a mão do meu pai, da minha mãe, a minha mão e a mão dos meus irmãos.
> Aí chegava outro menino. Repetia-se toda a diplomacia.. .
> - Mas vamos nos assentar, gente. Que surpresa agradável!
>
> A conversa rolava solta na sala.
> Meu pai conversando com o compadre e minha mãe de papo com a comadre. Eu e meus irmãos ficávamos assentados todos num mesmo sofá, entreolhando- nos e olhando a casa do tal compadre. Retratos na parede, duas imagens de santos numa cantoneira, flores na mesinha de centro... casa singela e acolhedora. A nossa também era assim.
>
> Também eram assim as visitas, singelas e acolhedoras. Tão acolhedoras que era também costume servir um bom café aos visitantes. Como um anjo benfazejo, surgia alguém lá da cozinha - geralmente uma das filhas – e dizia:
> - Gente, vem aqui pra dentro que o
> café está na mesa.
>
> Tratava-se de uma metonímia gastronômica. O café era apenas uma parte: pães, bolo, broas, queijo fresco, manteiga, biscoitos, leite... tudo sobre a mesa.
> Juntava todo mundo e as piadas pipocavam. As gargalhadas também.
> Pra que televisão? Pra que rua? Pra que droga? A vida estava ali, no riso, no café, na conversa, no abraço, na esperança... Era a vida respingando eternidade nos momentos que acabam.... era a vida transbordando simplicidade, alegria e amizade...
>
> Quando saíamos, os donos da casa ficavam à porta até que virássemos a esquina. Ainda nos acenávamos... E voltávamos para casa, caminhada muitas vezes longa, sem carro, mas com o coração aquecido pela ternura e pela acolhida.
>
> Era assim também lá em casa. Recebíamos as visitas com o coração em festa..
> A mesma alegria se repetia. Quando iam embora, também ficávamos, a família toda, à porta. Olhávamos, olhávamos... até que sumissem no horizonte da noite.
>
> O tempo passou e me formei em solidão.
>
> Tive bons professores: televisão, vídeo, DVD, e-mail...
> Cada um na sua e ninguém na de ninguém. Não se recebe mais em casa. Agora a gente combina encontros com os amigos fora de casa:
> - Vamos marcar uma saída!... - ninguém quer entrar mais.
>
> Assim, as casas vão se transformando em túmulos sem epitáfios, que escondem mortos anônimos e possibilidades enterradas. Cemitério urbano, onde perambulam zumbis e
> fantasmas mais assustados que assustadores.
>
> Casas trancadas. Pra que abrir? O ladrão pode entrar e roubar a lembrança do café, dos pães, do bolo, das broas, do queijo fresco, da manteiga, dos biscoitos do leite...
>
> Que saudade do compadre e da comadre!
quarta-feira, 3 de março de 2010
COMO A IMPRENSA TRABALHA UMA NOTÍCIA
A história de Chapeuzinho Vermelho na imprensa e cada versão.
JORNAL NACIONAL
William Bonner: ' Boa noite.. Uma menina chegou a ser devorada por um
Lobo na noite de ontem... ' .
Fátima Bernardes: ' ... mas a atuação de um caçador evitou uma tragédia
' .
PROGRAMA DA HEBE
(Hebe Camargo): ..... que gracinha gente.. Vocês não vão acreditar,
mas essa menina linda aqui foi retirada viva da barriga de um lobo,
não é mesmo? '
BRASIL URGENTE
Datena: ' ... Onde é que a gente vai parar? Cadê as Autoridades?
Cadê as autoridades? !
A menina ia para a casa da vovozinha a pé! Não tem transporte público!
Não tem transporte público!
E foi devorada viva... Um lobo, um lobo safado. Põe na tela!!
Porque eu falo mesmo, não tenho medo de lobo, não tenho medo de lobo, não. '
REVISTA VEJA
Lula sabia das intenções do lobo.
REVISTA CLÁUDIA
Como chegar à casa da vovozinha sem se deixar enganar pelos lobos
no caminho.
REVISTA NOVA
Dez maneiras de levar um lobo à loucura na cama.
FOLHA DE S. PAULO
Legenda da foto: ' Chapeuzinho, à direita, aperta a mão de seu
salvador ' . Na matéria, box com um zoólogo explicando os hábitos dos
lobos e um imenso infográfico mostrando como Chapeuzinho foi devorada
e depois salva pelo lenhador.
O ESTADO DE S. PAULO
Lobo que devorou Chapeuzinho seria filiado ao PT.
O GLOBO
Petrobrás apóia ONG do lenhador ligado ao PT que matou um lobo pra
salvar menor de idade carente.
MEIA HORA
Lobo Mal comeu a Chapeuzinho Vermelho (literalmente)
O DIA
Sangue e tragédia na casa da vovó.
O POVO
Lobo mastiga as tripas da chapeuzinho e lenhador destrói tripas do lobo
para retirar a garota (foto ao lado da barriga do lobo com as tripas
pra fora).
REVISTA CARAS
(Ensaio fotográfico com Chapeuzinho na semana seguinte)
Na banheira de hidromassagem, Chapeuzinho fala a CARAS: Até ser
devorada,eu não dava valor para muitas coisas da vida. Hoje sou outra
pessoa.
PLAYBOY (Ensaio fotográfico no mês seguinte)
Veja o que só o lobo viu.
REVISTA ISTO É
Gravações revelam que lobo foi assessor de político influente.
G MAGAZINE (Ensaio fotográfico com lenhador)
Lenhador mostra o machado.
SUPER INTERESSANTE
Lobo mau! Mito ou verdade?
DISCOVERY CHANNEL
Vamos determinar se é possível uma pessoa ser engolida viva e
sobreviver.
segunda-feira, 1 de março de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
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